O Yoga como uma prática singular para cada indivíduo

Existem diversas práticas de Yoga - especificamente falando do Hatha Yoga - algumas são mais intensas, outras mais suaves. Em minhas práticas, busco o equilíbrio entre os dois polos.


Para cada um que chega à prática de Yoga, é necessário formular uma abordagem diferente. Iniciamos a partir da necessidade desse aluno, e não do professor. Por isso, cada aula poderá ter um enfoque, pois assim como aprendemos a fluir na prática, aprendemos a fluir no método.



Temos a impressão de que o Yoga irá solucionar o problema de todos de forma igual, como uma fórmula mágica que cura todas as doenças. Porém, devemos nos lembrar que primeiro o Yoga atua na mente, e cada pessoa tem uma mente diferente de acordo com a sua formação.


Em uma prática de Hatha Yoga, por exemplo, pode ser que uma pessoa precise realizar uma aula mais suave, meditativa, em forma de oração. Outra pessoa pode estar precisando de uma prática mais intensa, demandando mais força. No seu íntimo, cada um consegue atingir o seu equilíbrio.


Outro aluno pode estar necessitando de energia vital, e consequentemente, o foco deve estar nos pranayamas. Para outra pessoa, pode ser até que o ideal seja interromper a prática, e seu bem estar esteja no repouso, para que posteriormente retorne.


Então quer dizer que deveríamos fazer apenas aulas individuais?


NÃO...


Mas cada indivíduo é de um jeito e está sujeito à diversas transformações no decorrer do tempo. Inclusive, as necessidades de cada aluno também vão mudando conforme o tempo passa e a vida acontece.


Ou seja, em uma aula em grupo, o professor pode criar uma atmosfera adequada para que cada aluno encontre o seu próprio caminho no Yoga. Como sempre digo, a prática que deve se adaptar para servir cada pessoa, e não o aluno se forçar para caber naquela prática. Cabe ao professor promover esta conexão.


O que mais me motivou a persistir em minha prática quando comecei, foi perceber este respeito a cada um. Em toda aula havia o momento de concentrar. De respirar. Tinha o momento de relaxar e alongar. O de fazer força, muita força. E o momento de entregar. Esse equilíbrio entre rajas (agitação) e tamas (inércia) nas práticas foi me ajudando a encontrar sattva - o equilíbrio. Minha mente passou a entrar em um estado de aquietamento e serenidade que eu nunca havia vivenciado. Desta forma, eu sentia que podia executar qualquer postura, e minha mente estaria ali, totalmente afinada com meu corpo e minha respiração.


PARA REFLETIR..

  • você se percebe forçando seu corpo para se adequar à postura?

  • você se compara com os colegas de turma?

  • sua mente permanece em um estado agitado ou calmo no decorrer da aula?

  • como você tem direcionado a sua prática de yoga?

Boa prática e Namastê!


Referência bibliográfica:

O Coração do Yoga - Desikashar

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