Desenvolvendo a consciência na prática de Yoga

Atualizado: Jul 13


Ao nos aprofundarmos na prática de Yoga, sentimos no corpo físico os benefícios, porém, ao trazermos consciência no corpo e na respiração, conseguimos ir além, beneficiando o corpo sutil e expandindo cada vez mais a consciência.


Quando nos tornamos conscientes da filosofia do Yoga, dos yamas e niyamas, conseguimos rever nossas posturas, seja na prática ou no dia a dia. Os valores começam a ser incorporados e construídos, alterando nossa postura diante da vida. Dois valores estão intrínsecos e são fundamentais para esta evolução: a não-violência (ahimsa) e o desapego (vairagya).


Ao seguirmos no caminho do Yoga, permitindo que os valores façam parte de nossas ações e pensamentos, conquistamos o relaxamento e a paz mental e emocional, sentimentos inerentes àqueles que sabem que estão fazendo o correto e são essenciais para que o yogui avance na prática.


Para conseguir aprofundamento nas meditações e no autoconhecimento, precisamos resolver cada questão interna que gera um sentimento negativo, seja consigo mesmo ou com as pessoas com quem nos relacionamos. Ao praticar Yoga, conseguimos ressignificar tais acontecimentos e levar luz até o lugar onde só existia escuridão. Vamos conhecendo cada parte do corpo, da mente, das emoções. Conseguimos identificar os padrões comportamentais negativos e o que faz com que estes padrões se repitam, conseguindo assim, purificar e liberar a energia relacionada ao padrão comportamental. A cada prática, conversando consigo mesmo, buscando atingir cada vez mais esta paz interna.

Este aprofundamento na prática nos leva a compreender melhor o funcionamento sutil do corpo. Ao praticarmos, os chakras vão sendo purificados e as energias são liberadas e o praticante tem força para dissolver as mágoas, decepções, ou qualquer sentimento/pensamento negativo. Nutrindo o corpo sutil, permanecemos fortes diante das questões difíceis da vida. Compreende-se que a vida é impermanente, que teremos diversos acontecimentos - ruins ou maravilhosos, e que a postura yogui de estar em equilíbrio consigo mesmo soará mais forte dentro de si.

Desta forma, vamos nos liberando dos aspectos negativos, da brutalidade, da frieza e da crueldade, dando espaço para a passividade, bondade, compaixão e tolerância. Seguindo assim, um caminho correto e justo, em que o dharma (lei) sempre o protegerá. Para atingir este estágio, é preciso estar sempre consciente de ahimsa (não-violência) e vairagya (desapego).

Ahimsa significa não cometer danos por meio dos pensamentos, palavras e ações. Os pensamentos nocivos poderão surgir, porém, o praticante sabe que tem o poder de alimentá-los ou não. É aí que entra a prática de Yoga, de estar consciente em todo momento. Assim, opta-se por não se expressar nem agir de acordo com pensamentos ligados à violência. Dentro da prática de Yoga, aplica-se ahimsa em relação ao corpo ao respeitar os próprios limites, ao compreender que a prática se adapta ao corpo do praticante e não o inverso. O praticante jamais deve forçar o seu corpo para se adaptar a prática de Yoga, pois isto poderá lhe causar lesões.


Permanecendo atento à respiração, o yogui percebe quando está indo além do que pode naquele momento. É necessário reconhecer os limites do corpo e trabalhar dentro de um esforço sem ultrapassar este limite. O mais gratificante da prática é o caminho que se percorre para a realização dos ásanas: observando cada músculo alongado e tonificado, cada nervo que se ajusta, cada respiração profunda realizada e a energia que vai sendo liberada. É viver o estado meditativo em todos os momentos, em cada ação ou pensamento.

Para entendermos o desapego, precisamos compreender seu oposto, o apego: depositar felicidade em objetos externos, em coisas impermanentes e perecíveis, gerando assim, sofrimento. O desapego é dar o valor correto às coisas, um valor objetivo, sem depositar felicidade e se identificando com algo externo. Na prática de Yoga, este conceito se relaciona com a “desidentificação”, dando o valor real para as coisas materiais e para os relacionamentos. Dar o valor real não quer dizer renunciar, visto que vivemos em um mundo urbano, ligado ao consumo e ao trabalho, mas buscando a tranquilidade dentro deste contexto. Porém, ao praticarmos, aprendemos a não nos identificar com o ego, com os sentimentos ligados à competitividade, inveja, necessidade de estar correto ou reconhecido, conseguindo assim viver, de forma mais simples e sem criar expectativas, viver no momento presente sem se condicionar por paixões e emoções fortes, mas agindo de forma consciente.

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